A Biblioteca Escolar e o Grupo de Geografia convidam toda a comunidade escolar a participar no Ciclo de Cinema sobre os Direitos Humanos, na semana de 9 a 12 de dezembro, no Auditório Maior.
Destacamos a atividade "Vamos Conversar sobre Direitos Humanos", no dia 10 de dezembro pelas 18 horas no Auditório Maior.
Para a participação nas sessões de cinema com turmas deverá ser feita uma inscrição prévia na biblioteca.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
domingo, 30 de novembro de 2014
Feira do Livro
Na Escola Secundária de Santa Maria Maior e na EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires
Oferece um livro neste Natal!
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
245 alunos ouviram "Payassu"
245 alunos do 11º ano da nossa escola assistiram hoje a uma representação do sermão de Padre António Vieira, pela companhia Lafontana Formas Animadas, numa iniciativa conjunta da Biblioteca Escolar e dos professores de Português.
A Lafontana - Formas Animadas, companhia teatral de Vila do Conde, e Portugal, adaptou para a cena um dos mais famosos textos da oratória sagrada portuguesa, o Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, o Imperador da língua portuguesa, no dizer de Pessoa. O espetáculo teve a sua estreia em 2009, na igreja do Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, e contou com o patrocínio do então Ministério da Cultura (DGartes) e da Câmara Municipal de Vila do Conde, para além do apoio do Departamento de Bens Culturais da Igreja Católica, da Apple Portugal, Epson e várias outras empresas. Este trabalho visou celebrar o quarto centenário do nascimento do maior e mais surpreendente escritor barroco português, o Padre António Vieira: viajante incansável, campeão inigualável do verbo, personagem apaixonante pela sua tenacidade, simultaneamente sublime e ambíguo, amante inveterado da pátria que tão mal afinal lhe pagaria, como ele aliás deixou escrito.
Os alunos entenderam certamente melhor a ação religiosa, política e social deste nosso grande escritor-pregador seiscentista que, já nessa altura, denunciava os vícios dos seus contemporâneos, defendia a alforria dos índios brasileiros que o tratavam de Payassu (o Pai Grande), e fazia a apologia de conceitos modernos, pragmáticos, saídos da Europa renascentista, como solução para tirar Portugal do atraso endémico em que se encontrava.
"A língua é, na verdade, pequena, mas vence todas as cousas pela força" (Pe. Vieira)
Os alunos entenderam certamente melhor a ação religiosa, política e social deste nosso grande escritor-pregador seiscentista que, já nessa altura, denunciava os vícios dos seus contemporâneos, defendia a alforria dos índios brasileiros que o tratavam de Payassu (o Pai Grande), e fazia a apologia de conceitos modernos, pragmáticos, saídos da Europa renascentista, como solução para tirar Portugal do atraso endémico em que se encontrava.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Leituras com Filosofia
A biblioteca da escola foi palco de uma celebração do Dia Mundial da Filosofia, em três sessões de leitura dinamizadas pelos alunos do 11º ano, das turmas A, C e D. O desafio surgiu na aula de Filosofia: procurar textos que pudessem de alguma forma sensibilizar para a necessidade de refletirmos sobre o que nos rodeia.
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| Clica para ver álbum |
Assim, o Dia Mundial da Filosofia, assinalado a 20 de novembro, foi pretexto para a partilha das escolhas dos alunos que, através da leitura de poemas, de contos ou excertos de notícias, salientaram a importância de um olhar crítico sobre o mundo e deram expressão àquilo que para eles significa a Filosofia.
A família, a guerra, a amizade, o amor e a liberdade foram alguns dos temas em reflexão a propósito de diversos autores a cujos textos os nossos alunos deram voz, corpo e emoção.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Ler+ Ser Maior: Viana, a minha cidade
A Biblioteca dá este ano continuidade ao projeto Ler+ Ser Maior, iniciativa que pretende animar os lares de idosos da cidade com leituras dinamizadas pelos nossos alunos. Este ano o tema das sessões de leitura será “Viana, a minha cidade”.
A leitura é ponto de partida para a partilha intergeracional e para o enriquecimento cultural e humano dos nossos jovens.
Foram já realizadas duas sessões sobre a temática “Viana: lugares e memórias”, a primeira no Lar de Santa Teresa pelos alunos do 10º K e a segunda no Lar de Nossa Senhora da Piedade pelos alunos do 11º K. Os nossos alunos continuam a surpreender-se com a sua capacidade de proporcionarem ao seu público momentos de alegria através da palavra, da música e da imagem.
A leitura é ponto de partida para a partilha intergeracional e para o enriquecimento cultural e humano dos nossos jovens.
Foram já realizadas duas sessões sobre a temática “Viana: lugares e memórias”, a primeira no Lar de Santa Teresa pelos alunos do 10º K e a segunda no Lar de Nossa Senhora da Piedade pelos alunos do 11º K. Os nossos alunos continuam a surpreender-se com a sua capacidade de proporcionarem ao seu público momentos de alegria através da palavra, da música e da imagem.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Prémio Leya é publicado hoje
É hoje publicado o livro "O Meu Irmão" de Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Leya de 2014.
Afonso Reis Cabral, de 24 anos, é descendente de Eça de Queirós, mas não quer que o comparem ao autor d'"Os Maias".
“Isto é tudo tão novo…” Afonso Reis Cabral está numa paisagem familiar. Rodeado de livros e de muitas vozes que lhe chegam com palavras soltas, fora de contexto. É livre para lhes dar o sentido que quiser e gosta disso. Muitas vezes se sentou ali, na Livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, enquanto escrevia o livro que o tornou no autor mais jovem de sempre a vencer o Prémio Leya e então essas palavras ou frases faziam-no reagir, alterando o corpo do texto de forma orgânica, como a vida faz com as pessoas. Ia para ali por esse contágio, a proximidade com os outros como auxiliar para a apreensão da diferença. “Somos sempre nós e os outros, não é?”
Afonso Reis Cabral, de 24 anos, é descendente de Eça de Queirós, mas não quer que o comparem ao autor d'"Os Maias".
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| http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/ |
Mãos pousadas na mesa, um café que vai fazendo durar, Afonso Reis Cabral parece ainda mais novo do que os 24 anos que tem. “Mas a essência é a mesma, o mal ou o bem são iguais em todo o lado. Somos nós e as circunstâncias." E a circunstância do irmão mais novo de Afonso foi a de ter nascido com síndroma de Down como Miguel, uma das personagens de O Meu Irmão, o livro que lhe deu o prémio e que escreveu sobre essa condição, mas alterando papéis. >>
Anúncio do Prémio Leya 2014 (RTP) >>
Amar como os Anjos (crítica Jornal Público) >>
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Onda Pina, a poesia em movimento
O Museu Nacional da Imprensa (MNI) está a preparar várias iniciativas para assinalar o 71.º aniversário do nascimento (18. nov. 1943) do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2011.
A nossa biblioteca associa-se a esta comemoração, expondo uma seleção de poemas do autor. Visita, lê e comenta.Biografia e bibliografia >>
Entrevista no Youtube >>
Poemas lidos pelo próprio (edição de Ana Pina) >>
12 poemas (lidos por José Maria Alves) >>
O Tesouro (livro integral) >>
E na tua biblioteca, Todas as Palavras, poesia reunida, da Assírio e Alvim.
Boa leitura!
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Unesco lança biblioteca gratuita
A Unesco lançou no passado dia 10 uma biblioteca científica digital gratuita para estudantes.
A 'World Library of Science' já conta com 300 artigos, 25 e-books e mais de 70 vídeos cedidos pela revista Nature.
Ler mais >>
A 'World Library of Science' já conta com 300 artigos, 25 e-books e mais de 70 vídeos cedidos pela revista Nature.
Ler mais >>
terça-feira, 11 de novembro de 2014
São Martinho
Foi este o quadro que Gustave Moreau pintou para representar a lenda de São Martinho.
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| http://www.wikiart.org/en/gustave-moreau/saint-martin |
Dia do Armistício
Comemora-se hoje o Dia do Armistício, aniversário do fim simbólico da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918. A data comemora o Armistício de Compiègne, assinado entre os Aliados e o Império Alemão naquela cidade francesa.
Na Torre de Londres, a data é assinalada com uma instalação de papoilas (poppies) de cerâmica do ceramista Paul Cummins, intitulada Blood Swept Lands And Seas Of Red. Na Grã-Bretanha, o dia do armistício designa-se Poppy Day.
O Dia do Armísticio em imagens (francês)
Comemoração do Armistício hoje em Londres (inglês)
Na Torre de Londres, a data é assinalada com uma instalação de papoilas (poppies) de cerâmica do ceramista Paul Cummins, intitulada Blood Swept Lands And Seas Of Red. Na Grã-Bretanha, o dia do armistício designa-se Poppy Day.
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| telegraph.co.uk |
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| mashable.com |
O Dia do Armísticio em imagens (francês)
Comemoração do Armistício hoje em Londres (inglês)
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Formação PORDATA
No âmbito da parceria entre a Rede de Bibliotecas Escolares, a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e a PORDATA, estão abertas, pelo 5.º ano consecutivo, as inscrições para a formação sobre a base de dados PORDATA. As sessões, de duração entre 90 a 120 minutos, destinam-se prioritariamente a alunos e professores do ensino secundário para os quais a PORDATA constitui um importante recurso para a abordagem de alguns temas curriculares. Este ano, pela primeira vez, as ações poderão ser alargadas a alunos do 8º e 9º anos, a solicitar nos mesmos termos das anteriores.
As ações de formação referidas têm por objetivo ensinar os formandos a explorar os dados disponibilizados pela PORDATA, de forma simples e acessível, desse modo contribuindo para algumas literacias fundamentais como a literacia digital, a estatística e a de informação.
Realizadas pela equipa de formadores da FFMS, estas ações são gratuitas exigindo apenas que a escola reúna entre 15 a 30 formandos.
Os professores interessados devem inscrever-se através do email be.essmm@gmail.com, indicando:
- nome
- grupo disciplinar
- número de alunos que pretendem inscrever na formação (3 ou 4 por turma que, posteriormente, replicarão a informação junto dos restantes colegas da turma).
As ações de formação referidas têm por objetivo ensinar os formandos a explorar os dados disponibilizados pela PORDATA, de forma simples e acessível, desse modo contribuindo para algumas literacias fundamentais como a literacia digital, a estatística e a de informação.
Realizadas pela equipa de formadores da FFMS, estas ações são gratuitas exigindo apenas que a escola reúna entre 15 a 30 formandos.
Os professores interessados devem inscrever-se através do email be.essmm@gmail.com, indicando:
- nome
- grupo disciplinar
- número de alunos que pretendem inscrever na formação (3 ou 4 por turma que, posteriormente, replicarão a informação junto dos restantes colegas da turma).
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Formação em Literacia Estatística
Estão abertas as inscrições para a ação de formação "A Literacia Estatística ao Serviço da Cidadania – Portal do INE e Projeto ALEA", destinada a professores. Os interessados devem inscrever-se através do email be.essmm@gmail.com até 15 de novembro.
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| http://www.rbe.min-edu.pt/np4/440.html |
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Bookcrossing na ESSMM
Esta é a nossa Zona Oficial de Bookcrossing.
Com a colaboração do Horto Municipal de Viana do Castelo e dos alunos do CV3.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Histórias para não adormecer
“Os miúdos agora não lêem” é uma frase que ouvimos vezes demais no actual contexto “digital e tecnológico”. Mas a verdade é que, de forma crescente, a leitura de obras literárias, em especial num país tão prolífero em “letras” como Portugal, se encontra em queda acentuada. No mesmo mês em que a Fundação Francisco Manuel dos Santos se dedica a reflectir sobre a Educação, no geral, e a literatura em particular, surge também uma nova editora “inclusiva”, cuja missão é tornar os livros de “leitura difícil” acessíveis a todos aqueles que, por variadas razões, não os conseguem assimilar.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Bookcrossing: biblioteca livre e sem fronteiras
No próximo dia 27 comemora-se o Dia das Bibliotecas Escolares.
Este ano, a nossa biblioteca assinala este dia com o início do projeto
Bookcrossing é um projeto de partilha de livros e de leituras, dirigido a toda a comunidade educativa (alunos, professores, funcionários, pais e encarregados de educação).
Regulamento
1. O projeto é dinamizado pela Biblioteca Escolar.
2. Todos os membros da comunidade escolar que desejem ser Bookcrossers, trazem um livro que desejem partilhar e libertar, inscrevem-no no balcão de atendimento da Biblioteca Escolar, para que lhe seja dado um Número de Identificação (BCID), e colocam-no depois na Zona Oficial de Bookcrossing da escola (biblioteca).
3. Qualquer membro da comunidade educativa pode levar um dos livros para casa. Deverá aceder aqui e preencher uma ficha para que a “viagem” daquele livro fique registada. Nessa ficha haverá um espaço para quem quiser escrever um comentário ou uma observação relacionada com o livro (facultativo).
5. Os livros do projeto Bookcrossing serão propriedade de toda a comunidade de Bookcrossers. Para se pertencer a esta comunidade de leitores é necessário ter disponibilizado um livro, ter interesse em ler qualquer um dos livros disponíveis e assumir o compromisso de o devolver sempre à comunidade, depois de lido.
6. Este projeto é totalmente voluntário e livre. Não há prazos a cumprir. Apenas se exige o respeito pelos livros e a generosidade da partilha.
Este ano, a nossa biblioteca assinala este dia com o início do projeto
Bookcrossing é um projeto de partilha de livros e de leituras, dirigido a toda a comunidade educativa (alunos, professores, funcionários, pais e encarregados de educação).
Regulamento
1. O projeto é dinamizado pela Biblioteca Escolar.
2. Todos os membros da comunidade escolar que desejem ser Bookcrossers, trazem um livro que desejem partilhar e libertar, inscrevem-no no balcão de atendimento da Biblioteca Escolar, para que lhe seja dado um Número de Identificação (BCID), e colocam-no depois na Zona Oficial de Bookcrossing da escola (biblioteca).
3. Qualquer membro da comunidade educativa pode levar um dos livros para casa. Deverá aceder aqui e preencher uma ficha para que a “viagem” daquele livro fique registada. Nessa ficha haverá um espaço para quem quiser escrever um comentário ou uma observação relacionada com o livro (facultativo).
5. Os livros do projeto Bookcrossing serão propriedade de toda a comunidade de Bookcrossers. Para se pertencer a esta comunidade de leitores é necessário ter disponibilizado um livro, ter interesse em ler qualquer um dos livros disponíveis e assumir o compromisso de o devolver sempre à comunidade, depois de lido.
6. Este projeto é totalmente voluntário e livre. Não há prazos a cumprir. Apenas se exige o respeito pelos livros e a generosidade da partilha.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Sugestão de Leitura: Eu, Malala
No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo.
Malala Yousafzai recebeu na passada sexta-feira o Prémio Nobel da Paz, juntamente com o indiano Kailash Satyarthi, pela sua "luta contra a repressão das crianças e pelo seu direito à educação".
Procura o livro na tua biblioteca.
Nobel da Paz: para todas as crianças sem voz
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| Clica na imagem |
“Sinto-me honrada por ter sido escolhida como Prémio Nobel da Paz. Sinto-me honrada com este precioso prémio. E estou orgulhosa por ser a primeira paquistanesa e a primeira jovem a conseguir este prémio. É uma grande honra para mim”, começou por dizer a jovem de 17 anos numa conferência de imprensa em Birmingham, onde vive com a família desde que deixou o Paquistão.
Malala sublinhou que este prémio é “para todas as crianças sem voz”, “para lhes dar coragem”.
A paquistanesa, que queria ser médica e agora quer ser uma “boa política”, voltou a mostrar a sua faceta de oradora eloquente e desembaraçada quando lembrou que o prémio não era só seu mas também do indiano Kailash Satyarthi. “Estou muito contente por partilhar este prémio com uma pessoa da Índia. Com alguém com um grande caminho pelos direitos das crianças e contra a escravatura infantil. Inspira-me. Estou muito contente por haver tantas pessoas que caminham pelos direitos das crianças e que não estou sozinha”.
Malala nas suas próprias palavras >>
O livro Eu, Malala , A Minha Luta Pela Liberdade e Pelo Direito à Educação está disponível na tua biblioteca.
Boa leitura!
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
O que guardou Steve Jobs na cápsula do tempo?
Quando alguém como Steve Jobs enterra uma Cápsula do Tempo faz sentido que o mundo queira ver o que lá guardou. O seu conteúdo foi recentemente revelado no programa Diggers da National Geographic. O co-fundador da Apple enterrou a cápsula há mais de 30 anos aquando da International Design Conference, em Aspen, onde previu o futuro dos computadores e da Internet.
Clica no vídeo e descobre o objeto que mais entusiasmou os diggers.
Clica no vídeo e descobre o objeto que mais entusiasmou os diggers.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Sugestão de Leitura: A Máquina de Fazer Espanhóis
Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. A máquina de fazer espanhóis, de valter hugo mãe, é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar.
O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?
eu estava impaciente. abanava a cabeça como se concordasse, que era o meu modo de atalhar pela conversa com maior rapidez e sem enlouquecer. a laura não recebia alta e os médicos iam e vinham sem me atenderem por um minuto que fosse. o homem voltava a usar a caneta nos formulários intermináveis que preenchia (…).
o senhor, se não se importa, vai ver como está a minha mulher, já cá entramos há duas horas e para uma má disposição depois do lanche começa a parecer‑me muito tempo. (…)
ele atordoou‑se um bocado, como a sair de um estado de hipnose qualquer, e perguntou, que posso eu fazer. a mim não me dão satisfações, sou só um auxiliar. lá de fora ouviu‑se um estalo seco no céu, como se um vidro baço quebrasse finalmente, pronto a deixar passar a chuva. vai chover, disse aquele silva da europa. calei-me, voltei à janela com uma necessidade profunda de sair dali. (...)
subitamente um médico entrou na pequena sala e veio ao meu encontro. senhor antónio silva. respondi que sim. a sua mulher encontra‑se bem, estamos ainda à espera do resultado de alguns exames, agora encontra‑se apenas a dormir. foi sedada, pelo que não acordará tão cedo e nós vamos querer que ela passe cá esta noite. eu sorri como uma criança perdida a quem se dá a mão. não posso ficar também, perguntei. o médico, já afastado de mim, disse que não e desapareceu, neste serviço não. o silva da europa comentou, para eles é tudo mais fácil, sentem pelas pessoas um cuidado profissional. é como tratar de plantas, rigorosamente igual, que eu bem vejo que nem escutam o que se lhes diz, nem que o paciente gema ou grite, eles leem os papeis e as chapas que imprimem, olham para a cor das pessoas e decidem o que lhes apetecer. mas não se preocupe, sabem o que fazem e até têm coração, que eu bem os entendo. mas não posso voltar para casa sem ela. não a posso deixar aqui sozinha. não estaria sozinha. estaria sozinha de mim, que é a solidão que me interessa e a de que tenho medo. e isso nunca aconteceu. não, em quase cinquenta anos de casados, nunca aconteceu. também foi uma sorte. sim, foi uma sorte. não seja por isso, disse ele, se tiver paciência para a minha companhia, fique por aqui ao pé simpatizo consigo. falo com os seguranças e passa cá a noite a ver‑me preencher formulários e a ouvir a chuva. ainda lhes digo que é um primo. (…)
sentei‑me procurando distanciar‑me. perder‑me por dentro da cabeça a ver se a realidade virava outra coisa. não ali, não com aquele homem nem com aquela chuva prestes a levar‑me o carro. (...)
O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?
eu estava impaciente. abanava a cabeça como se concordasse, que era o meu modo de atalhar pela conversa com maior rapidez e sem enlouquecer. a laura não recebia alta e os médicos iam e vinham sem me atenderem por um minuto que fosse. o homem voltava a usar a caneta nos formulários intermináveis que preenchia (…).
o senhor, se não se importa, vai ver como está a minha mulher, já cá entramos há duas horas e para uma má disposição depois do lanche começa a parecer‑me muito tempo. (…)
ele atordoou‑se um bocado, como a sair de um estado de hipnose qualquer, e perguntou, que posso eu fazer. a mim não me dão satisfações, sou só um auxiliar. lá de fora ouviu‑se um estalo seco no céu, como se um vidro baço quebrasse finalmente, pronto a deixar passar a chuva. vai chover, disse aquele silva da europa. calei-me, voltei à janela com uma necessidade profunda de sair dali. (...)
subitamente um médico entrou na pequena sala e veio ao meu encontro. senhor antónio silva. respondi que sim. a sua mulher encontra‑se bem, estamos ainda à espera do resultado de alguns exames, agora encontra‑se apenas a dormir. foi sedada, pelo que não acordará tão cedo e nós vamos querer que ela passe cá esta noite. eu sorri como uma criança perdida a quem se dá a mão. não posso ficar também, perguntei. o médico, já afastado de mim, disse que não e desapareceu, neste serviço não. o silva da europa comentou, para eles é tudo mais fácil, sentem pelas pessoas um cuidado profissional. é como tratar de plantas, rigorosamente igual, que eu bem vejo que nem escutam o que se lhes diz, nem que o paciente gema ou grite, eles leem os papeis e as chapas que imprimem, olham para a cor das pessoas e decidem o que lhes apetecer. mas não se preocupe, sabem o que fazem e até têm coração, que eu bem os entendo. mas não posso voltar para casa sem ela. não a posso deixar aqui sozinha. não estaria sozinha. estaria sozinha de mim, que é a solidão que me interessa e a de que tenho medo. e isso nunca aconteceu. não, em quase cinquenta anos de casados, nunca aconteceu. também foi uma sorte. sim, foi uma sorte. não seja por isso, disse ele, se tiver paciência para a minha companhia, fique por aqui ao pé simpatizo consigo. falo com os seguranças e passa cá a noite a ver‑me preencher formulários e a ouvir a chuva. ainda lhes digo que é um primo. (…)
sentei‑me procurando distanciar‑me. perder‑me por dentro da cabeça a ver se a realidade virava outra coisa. não ali, não com aquele homem nem com aquela chuva prestes a levar‑me o carro. (...)
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