domingo, 2 de junho de 2019

Fronteiras perdidas: contos para viajar

Apreciação crítica produzida no âmbito do projeto aLer+ - Ler para Ser Maior
Livros QR

Na obra “Fronteiras Perdidas”, de José Eduardo Agualusa, encontramos pequenos episódios, escritos numa linguagem cuidada, sempre com uma presença da terra africana na sua escrita.
O livro está organizado em dois conjuntos: o primeiro, “Fronteiras perdidas”, onde um homem, que faz as suas viagens por vários países e continentes, vive acontecimentos e relata-os. O segundo conjunto, “Outras fronteiras”, já são episódios diferentes, escritos com maior recurso à imaginação e não segundo o conceito de um sítio real e ideal. O que une estas dezasseis narrativas, talvez seja a procura constante de um lugar para viajar ou talvez morar, em que as noções de fronteira vão além do reconhecível.
A escrita de Agualusa, como já afirmei em cima, tem uma linguagem simples mas cuidada. Na minha opinião consegue ser profundamente poética e por vezes triste, mas ao mesmo tempo de uma profunda beleza e perfeição.
Estes episódios transmitem cenários africanos, com bastante encanto.
Para finalizar, aconselho a ler este livro de José Eduardo Agualusa, pois tem uma escrita fantástica.

Inês Fernandes, 10ºG 



Capitães da Areia

Apreciação crítica produzida no âmbito do projeto aLer+ - Ler para Ser Maior
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A obra “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, decorre na década de 1930, na cidade de Salvador na Bahia, no Brasil. Lá, um grupo de crianças dedica-se ao roubo e vive escondido. À medida que a história se desenvolve, vamos conhecendo alguns dos membros mais relevantes do grupo, desde o seu corajoso líder, Pedro Bala, passando pelo artista e leitor, Professor, pelo crente, Pirulito, e pelo amargurado Sem-Pernas. Todos estão unidos pela comum carência de afeto e desejo de pertença.

Mesmo estando conscientes de que os atos praticados pelo grupo não são corretos, é inevitável a nossa compreensão devido à situação de extrema pobreza em que estas crianças vivem. O roubo acaba por ser uma necessidade e também uma forma de revolta perante a vida a que foram sujeitos.

O livro aborda temas sérios de uma forma tocante e por vezes, sensível sendo por isso que excedeu as minhas expectativas e me deixou com uma mensagem bem gravada na memória. Por esta mesma razão aconselho a leitura desta obra.

David Silva, 10º G

O remorso de Baltazar Serapião

Apreciação crítica produzida no âmbito do projeto aLer+ - Ler para Ser Maior
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“O remorso de Baltazar Serapião”, do autor de renome Valter Hugo Mãe, é uma obra literária de escrita inovadora e com um estilo satírico inconfundível.
Este escritor cria uma história que gira em torno da mulher e do seu estatuto social na Idade Média. Embora aborde a violência doméstica e a exploração da mulher enquanto objeto de prazer em tempos remotos, a verdade é que, ainda hoje, esses problemas existem, o que os torna intemporais. Esta é a aventura de um homem (Baltazar) que, casando com a moça mais bonita da terra, se deixa levar pelo preconceito e pela “tradição”. Apesar de ele nos dizer que a ama e que a quer para sempre, Baltazar tem atitudes que consideramos puníveis, para com a sua amada, o que nos suscita sérias dúvidas quanto ao seu amor por ela.
Valter Hugo Mãe criou uma linguagem luxuriante e criativa que tornou este livro num poço de emoções. Ao longo da narrativa, as atitudes da personagem principal vão desencadeando várias reações no leitor, o que torna a história muito mais viciante e curiosa. Além disso, é bastante interessante a maneira como escreve, apenas com pontos finais e vírgulas.
Para concluir, apelo vivamente a que todos leiam este romance, pois é uma perspetiva interessante de ver o amor.

Inês Cerqueira, 10º G


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Capitães da areia, uma viagem pela realidade

Apreciação crítica produzida no âmbito do projeto aLer+ - Ler para Ser Maior
Livros QR


A obra “Capitães da Areia” de Jorge Amado, um escritor brasileiro reconhecido em todo o mundo, decorre na década de 1930, na cidade de Salvador da Bahia.
O romance baseia-se num grupo de crianças abandonadas – a maioria órfãs – que são conhecidas como “Capitães da Areia” e cujo líder é Pedro Bala. Os miúdos Vivem escondidos num local chamado de “Trapiche” e poucos são os que sabem da sua existência. Para sobreviverem, dedicam-se à prática de furtos muito bem planeados, graças à excelente equipa composta por várias personagens que vamos conhecendo ao longo da obra: o Professor, um menino sábio que sabe ler e tem bastante jeito para o desenho; o Pirulito, que deposita toda a sua a fé na obra de Deus; o Boa Vida, com queda para a música; o João Grande, o protetor do grupo; o Sem Pernas, o mais amargurado do grupo que, sendo cocho, desencanta piedade nas pessoas para, depois, com a ajuda do grupo, as poder roubar; e o Gato, o mulherengo que, mesmo levando vida de pobre, se veste como um rico.
Todas estas crianças e os seus companheiros do Trapiche partilham a mesma liberdade, mas também a pobreza em que vivem e um ódio para com o mundo, devido à falta de afeto e de justiça.
O leitor, ao longo da obra, vai ficando sensibilizado acabando por lhes dar razão, perdoando as atitudes das crianças, pois embora o que elas fazem não seja correto e até ilegal, a necessidade de justiça e o desejo de os ajudar sobrepõem-se a tudo. Da mesma forma, consciencializamo-nos de que isto não é fictício, mas sim pura realidade – tanto as duras condições de vida destas crianças da rua como dos reformatórios e orfanatos – o que nos faz refletir sobre as diferenças de classes que acabam por ser ignoradas por uma sociedade que vai perdendo, aos poucos, a força de mudar algo que não controla. Contudo, estes meninos não desistem e lutam pelo que merecem, alimentando, assim, cada vez mais, o afeto que temos por eles.
Recomendo vivamente a leitura desta obra, não só pela forma ternurenta e marcante com que o escritor nos descreve cada momento, levando-nos ao encontro das suas personagens, mas também porque é importante sabermos que existem situações e inúmeras histórias como estas em todo o mundo.
“Companheiros, vamos pra luta!…”

Joana de Castro Pereira Bezerra, 10ºG

Contos do efémero


Apreciação crítica produzida no âmbito do projeto aLer+ - Ler para Ser Maior
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O livro da biblioteca que escolhi chama-se “Contos do Efémero” e foi escrito por Rui Sousa Basto. Esta obra está repleta de curtos mas intrigantes contos, dos quais selecionei dois para falar.
“Por Causa Dele” e “Um Casamento Feliz” são dois contos que parecem completar-se e esse foi o motivo da minha escolha. Ambos narram histórias que parecem estar separadas pelo tempo, como se uma fosse o passado e outra o futuro. Tanto um como outro parecem retratar a realidade, de forma muito satírica e repletos de ironia – isso foi o que me atraiu.
No entanto, embora estes dois contos tenham sido, para mim, mais chamativos, os restantes também são bastante agradáveis e cativantes.

João Bruno, 10º G

terça-feira, 7 de maio de 2019

Quando as girafas baixam o pescoço

Ilustrações produzidas no âmbito do Projeto aLer+: Ler para Ser Maior

A partir da obra Quando as girafas baixam o pescoço de Sandro William Junqueira
Turma 10º G - Artes Visuais










Quando as girafas baixam o pescoço

Apreciações críticas produzidas no âmbito do Projeto aLer+: Ler para Ser Maior

Este livro é uma bela crítica à sociedade rural em que muitos vivem. Retrata diversas vidas de pessoas que habitam todas no mesmo lote, no entanto, passa-lhes tudo ao lado, ou seja, acabam por estar tão perto, mas tão distantes ao mesmo tempo.
Diria que Sandro Junqueira abordou um tema real, explicitando tudo, fazendo-nos perceber a sociedade em que vivemos e a realidade.

Sinceramente, não esperava gostar tanto do livro, mas acabei por me ligar a ele e confesso que adorei todas as metáforas e frases tão interessantes, frases tão fortes e duras que, por vezes, até fazem o leitor pensar realmente na sua própria vida.

Ana Rita Silva Parente, nº1, 10ºA
               
               
Num só adjetivo, descrevo este livro como real. Há muito livros que falam sobre reinos longínquos e de fantasia, ou de amores proibidos, mas este livro de Sandro Junqueira conta-nos a história de vida de um grupo de pessoas que, apesar de viverem no mesmo prédio, quase não se relacionam. Acho a abordagem deste tema pelo escritor de uma forma tão simples e minimalista que nos leva a associar muitas das pessoas que conhecemos no dia a dia às personagens deste romance. No início, o escritor começa por nos apresentar um grupo de personagens, revelando algumas interações ou conflitos interessantes entre elas.
Além disto tudo, o escritor tem uma escrita que faz com que o seu trabalho seja de simples leitura e agradável ao leitor. Aconselho vivamente todas as pessoas a lerem esta obra.

David Moreira Freiria, nº3, 10ºB

               
O livro Quando as Girafas Baixam o Pescoço fala da vida de vários habitantes de um bairro, bem como dos seus sentimentos e passado.
Na minha opinião, esta obra tem uma escrita fascinante e facilmente capta a atenção do leitor – linguagem simples e comum, frases curtas e pequenos capítulos.
É, sem dúvida, o romance ideal para todos os que procuram uma leitura leve e inovadora, mas que simultaneamente chama o nosso pensamento a decifrar duplos significados e interpretar histórias passadas, com a maior das satisfações.
Beatriz Rodrigues Simões, nº6, 10ºH


O livro Quando as Girafas Baixam o Pescoço representa extremamente bem os vários tipos de pessoas da sociedade de hoje em dia.
Em capítulos curtos que, por vezes, parecem pequenos contos, esta obra mostra os problemas e a rotina de várias pessoas do nosso mundo, remetendo para uma introspeção pessoal de cada um de nós e das vidas que nos rodeiam.
Este é um livro que, apesar de ser de leitura rápida e leve, não deixa de se tornar uma obra excecional que deixa a sua marca na memória de todos que o leem.
António Gomes da Costa, nº4, 11ºD


Quando as Girafas Baixam o Pescoço é, acima de tudo, um retrato da sociedade. Sem tabus nem autocensura, Sandro William Junqueira retrata temas dos quais poucas vezes se fala tão abertamente: distúrbios alimentares, violência doméstica, prostituição, entre outros.
Assim, considero que esta obra nos deixa com uma visão do mundo diferente, apesar das paredes finas do lote 19, nunca se sabe tudo o que se passa dentro de cada “caixinha” que o constitui, a cada página, há uma nova surpresa.
 Margarida Bonito da Cunha, nº17, 12ºD


domingo, 7 de outubro de 2018

#Eu♥BE

Como habitualmente, o Dia Internacional da Biblioteca Escolar será assinalado na quarta segunda-feira de outubro, dia 22. A Rede de Bibliotecas Escolares lança o habitual desafio, para assinalar o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE) e celebrar a importância das bibliotecas e de tudo o que têm de bom. 

Vêm à biblioteca e diz-nos o que ela tem de bom!