segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Perguntas Frequentes atualizadas

Atualizámos as nossas FAQs de acordo com a nova situação de confinamento e ensino à distância. 

Estar em casa, mas ter uma biblioteca... sempre ON!


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Bibliotecas Escolares: espaços de colaboração

 A TV na Maior é um projeto de televisão escolar, fruto da colaboração entre a Biblioteca Escolar e o Curso Profissional de Técnico de Audiovisuais. Em conjunto, as nossas equipas de alunos, técnicos e repórteres, aprendem a olhar os média de forma mais crítica e responsável. Candidatura RBE Ideias com Mérito 2016 



sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Histórias da Pandemia: vídeo

 Vídeo vencedor do Concurso Histórias da Pandemia



Márcio Lima 11º O

Histórias da Pandemia: texto poético

 Texto poético vencedor do Concurso Histórias da Pandemia


TEMPOS DESVENTURADOS

Vivemos numa constante certeza

Intemporalmente adquirida

De que a liberdade é garantida.


Porém, desta vez foi a Natureza

A grande prova (que nos pôs à prova)

De que a vida é o imprevisível,

A imparcialidade da dubiedade,

A frágil resistência ao dia do amanhã,

A firmeza que despreza a felicidade e

A comodidade permanente, imarcescível.


Já Camões, com todas as razões imagináveis,

Aclarava nos seus versos memoráveis

Que “o bicho da terra tão pequeno”

Não se encontra pleno, nunca sereno.


Esse bicho agora submisso a um outro que,

Ironia do destino (ou talvez não)

Ainda é mais diminuto.


Este caçador selvagem não escolhe as suas presas…

À mínima alteração do nosso estado normal,

Inevitável é achar que fomos por ele capturados,

Nosomaníacos, pressionados numa loucura

Necessária para o evitarmos ao máximo.



Quase que como se num aceno

Nos despedimos da rotina de outrora.

Pobres, encurralados!


Obrigados a “ostentar” uma máscara

Perseguidos pelo fantasma do receio

De adoecer, despedaçarem-se corações.

Famílias que ouvirão os sinos badalar

Mais cedo do que poderiam pensar,

Fruto da falência corporal dos seus.


Ó apanágios oportunos para a desgraça da sociedade!

Vogamos agora por tempos duvidosos num lábil escaler

Desconhecido, talvez prestes a se afundar.

Como saber? Como agir? Em que acreditar?


A oficina do saber científico tenta,

Por vezes em vão, obter informação

Para remediar este inferno que é já

Conhecimento e não apenas uma crença.


Onde está o céu quando precisamos dele?

Quão pérfida e perversa é a vida?

Raquel Soares, 11º K

Histórias da Pandemia: texto expositivo

 Texto expositivo vencedor do Concurso Histórias da Pandemia.

Assim sucedeu. A pandemia expandiu-se por todo o planeta tal como previsto. Ora estávamos perante a gripe, ou talvez outra coisa, depois já era uma outra mais exótica que a anterior. O que parece ser comum para grande parte dos intervenientes nesta situação é o facto de todos estarmos numa “guerra” contra o vírus, que é uma luta, é um ataque, estão em risco vidas e tudo tem que ser feito no sentido de aplanar a curva. Tenhamos em conta, no entanto, que nem todas as decisões serão válidas face a esta pandemia.

Não deveremos, enquanto sociedade baixar a guarda. Se algo é óbvio na história das epidemias é que existe uma exploração política por parte de regimes com tendências autoritárias para vincularem a sua missão. A sobrevivência da nação e da nossa sociedade está em risco, e esta emergência requer medidas drásticas. Houve quem defendesse que a economia não podia parar, mesmo que isso tivesse implicações graves para os mais idosos ou grupos de risco para a COVID-19. É considerável entender que uma sociedade que aceita deixar alguns para trás (mesmo que isso implique morrer) para a Economia não parar, é uma sociedade que já morreu. O fecho das fronteiras, o fecho das cidades e de nós próprios (porque os inimigos reais ou imaginários devem ficar de fora), obviamente estas medidas tiveram que ser postas em prática, mas não esqueçamos que têm também que ser contidas no tempo.

A pandemia desmascarou os muitos dos mecanismos insustentáveis pelos quais a sociedade do capital está fundamentada. O imediato colapso económico exige uma mudança radical e, ainda assim, tudo indica que as corporações irão devorar os mais pequenos. Sinto que tenho um papel, por minúsculo que seja, na distribuição da riqueza. Comprar perto é contribuir para a comunidade onde cada um de nós está inserido. É virar as costas às corporações que estão a destruir o nosso mundo. Falo das opções e possibilidades que ainda temos ao nosso dispor, das iniciativas que surgem todos os dias para dar a oportunidade a pequenos projetos de fazerem frente aos gigantes. Temos um poder capaz de mudar o mundo, e é exatamente aqui que empregamos a ética.

Os meses de quarentena que vivemos puseram o mundo à beira do abismo. Ter de partilhar na íntegra todas as horas do dia, fez com que a casa se tornasse numa jaula onde os humanos ganham a noção de que são animais que se atacam e que, apesar da vida em comunidade poder ser boa, todos precisam de um espaço só seu.

O ser humano nunca estará preparado para fazer face a tal circunstância. O medo da morte e da doença é causado pela destruição do nosso organismo. Os seres dão mais atenção ao corpo do que à essência e, por isso, vivem angustiados, principalmente agora, face à pandemia. Vivemos estritamente focados na existência dos corpos. A essência, ou a alma, é algo desconsiderado pela maioria. Então, o que devemos fazer? Eu diria que temos de respeitar as medidas de prevenção e livrarmo-nos do medo, cada um dar um pouco de si, é o essencial. Espero que, quando a pandemia cessar, tenhamos aprendido a usar o nosso pequeno poder. Mais cooperação, menos ganância e menos individualismo.

Sihan Vitorino, 12º E

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Instantâneos de uma turma em tempos de pandemia - 12º F

TEXTO CORRIDO 12º F– sem nomes
K.Leio & História A

Estes dois assim pensam – o mundo à volta diz que não, mas a música é uma inspiração, e o sentimento de cada compasso é cada vez mais puro. Em toda a arte, aliás, conta na peça o significado oculto que possuiu, não a evidência do visível ou o preço de mercado. Assim na dança: Aurora só verdadeiramente nasceu quando dançou, quando no seu devido tempo descobriu que a dança tinha cores, tantas cores; e formas, tantas formas; e movimento, tanto movimento que parecia uma aurora boreal a rodopiar sobre o Mundo.

É possível encontrar um tema comum, Amor, um que junte a Lua, as estrelas e o mar; sob a grande lua é possível deitar conversa fora e, olhando esse alto tão alto, é possível ver tudo numa imensa pequenez: as ruas, os carros, as pessoas e as suas vidas. De longe observo um homem que me observa a mim e me pergunta “Pensar em quê?”, e sem pensar no que pensava, respondi: “Penso no absurdo”. Viver sob o princípio da incerteza, duvidando sempre se realizamos tudo o que desejamos ou se apenas nos conformamos com o que é possível alcançar.

E a lua tão alto, a dança tão garrida, a música tão pura e a arte de viver tão dura e indefinida!

É possível sonhar que o Amor salva porque o Amor é um conjunto de consistências, como um compasso, uma tela em branco, um palco onde os corpos dançam em liberdade. Sim, porque, afinal, a vida também tem as suas coisas boas, pode ser o cantinho da casa, o pijama onde guardamos os sonhos e o gosto da infância. Talvez seja o lugar onde pertenço, o lugar onde estou com as memórias, algumas delas imaginárias.

Ah, aviso que gosto da chuva porque me faz lembrar o quão desnecessária é a preocupação com as coisas pequenas da vida. A chuva passa pela janela, eu passo pela vida: cinco segundos na história da eternidade. Aviso também que tenho saudades, ainda que odeie isso, saudades de quando me via como um ser de luz, irradiando felicidade. Por isso aprendi a desligar-me, mas também não gosto de me sentir desligada!

Quero que chova todos os dias para que o guarda-chuva cubra o meu rosto. Corro pela praça, com decisão. Decidida a ficar presa, diz a minha voz interior, a tal que raramente tem algo de positivo a dizer.

E a lua tão alta, a dança tão garrida, a música tão pura e eu a pensar que a vida pior não fica!

Ah, quem me dera que houvesse maneira de fugir à vida, fugir ao previsível e a certos silêncios que constrangem como muros sólidos. Não somos ninguém para além de nada!

Não sei, não sei, não sei!!!Já nem sei viver sem regras. Não gosto de poesia, para quê fazer um poema? Se não temos tempo, para que precisamos de um relógio?

Mas ele pensava, e eu assim penso, que “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”, assim como penso sobre o que a História me ensinou, a ser forte, a nunca desistir. Sim, nunca ouvi falar de um fraco num livro, só de homens valentes e por isso, pesem todos os pesares, eu, 12º F, quero viver, viver verdadeiramente como se toda a dor não passe de uma pintura que vai deixando as suas cores escuras até, a partir de dentro, apenas irradiar claridade.

Composição adaptada por F.L.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

RBE destaca "Histórias da Pandemia"


A Rede de Bibliotecas Escolares destacou a nossa atividade "Histórias da Pandemia" como exemplo de boas práticas na "Recuperação e consolidação das aprendizagens - bem-estar emocional no regresso à escola".
Ver todos os destaques aqui: https://digital-rbe-f01.blogspot.com/


TV na Maior na Feria del Libro de Cali, Colômbia

 


A convite da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), a TV na Maior esteve em destaque na Feria del Libro de Cali 2020, na Colômbia, com a participação das professoras Cláudia Santos, professora bibliotecária, e Mónica Maciel, diretora do Curso Profissional de Técnico de Audiovisuais, no painel “As bibliotecas escolares e a formação de leitores”. O projeto TV na Maior foi um dos selecionados na candidatura Ideias com Mérito da RBE em 2016 e, desde então, tem permitido trabalhar com os alunos competências de comunicação, leitura e escrita. As alunas Margarida Gomes (equipa técnica) e Madalena Sá (equipa de jornalistas) apresentaram também o seu testemunho enquanto participantes no projeto, enfatizando os impactos do trabalho realizado nas suas aprendizagens.



quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Concurso Histórias da Pandemia

No âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, as equipas responsáveis pelo Programa de Educação para a Saúde e pela Biblioteca Escolar dinamizam o Concurso Histórias da Pandemia. Consulta o regulamento. Participa!






quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Perguntas Frequentes atualizadas

Atualizámos as nossas Perguntas Frequentes. Para continuarmos perto de ti!

À distância, mas presente!

 

Estamos presentes, mesmo à distância!

E continuamos a apoiar os nossos utilizadores 24h por dia, através da aplicação Teams (para docentes e alunos do agrupamento), via email be.essmm@gmail.com ou através do seguinte formulário:



terça-feira, 21 de julho de 2020

Palavras Revistas 5



Programa de revista de imprensa produzido pela TV na Maior no âmbito do Domínio de Autonomia Curricular (DAC) da turma 11º G. Ano letivo 2019-2020 Biblioteca Escolar, Curso Profissional de Técnico de Audiovisuais e turma 11º G (Humanidades). Projeto aLer+: Ler para Ser Maior

Gravado durante o confinamento motivado pela pandemia de COVID-19.

Palavras revistas 4



Programa de revista de imprensa produzido pela TV na Maior no âmbito do Domínio de Autonomia Curricular (DAC) da turma 11º G. Ano letivo 2019-2020 Biblioteca Escolar, Curso Profissional de Técnico de Audiovisuais e turma 11º G (Humanidades). Projeto aLer+: Ler para Ser Maior
Gravado durante o confinamento motivado pela pandemia de COVID-19.

Palavras Revistas 3





Programa de revista de imprensa produzido pela TV na
Maior no âmbito do Domínio de Autonomia Curricular (DAC) da turma 11º G. Ano
letivo 2019-2020 Biblioteca Escolar, Curso Profissional de Técnico de
Audiovisuais e turma 11º G (Humanidades). Projeto aLer+: Ler para Ser Maior